A vida pede colo
A vida é curta para desperdiçar brigando,
quando se pode ninar, beijar e fazer cafunés.
Curta demais para erguer muros
onde caberia um abraço demorado,
onde um sorriso resolveria
o que o orgulho insiste em complicar.
O tempo não pede licença,
ele passa enquanto escolhemos
entre ferir ou acolher,
entre vencer discussões
ou preservar o amor.
Há batalhas que não valem o cansaço,
há silêncios que pedem mãos,
há corações que só querem descanso
no colo de quem sabe ficar.
Que a gente aprenda, todos os dias,
a trocar o tom de voz pelo toque,
a razão pelo cuidado,
porque no fim da vida,
ninguém sente falta das brigas,
mas sente falta de quem poderia ter sido
ninar, beijo e cafuné.

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